Be Zilberman assume Diretoria de Cultura da Câmara LGBT 

A Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil anuncia novo comando na Diretoria de Cultura com a chegada de Beatriz Zilberman. Com experiência intensa no meio cinematográfico, Be assume a pasta da cultura com o propósito de dar uma maior visibilidade à cultura LGBTI+ substituindo Denise Prado que, há 4 anos, ocupava o cargo e que deixa a função para tocar seus projetos pessoais, mas continua contribuindo com a entidade.

       “Eu vejo que a cultura e os investimentos são muito focados no público predominante gay, esquecendo as pessoas que fazem parte das outras letras da sigla. Temos uma pluralidade muito grande dentro do universo LGBTI+ e, por isso, precisamos incluir todos em nossos planos. Afinal, existe uma diferença muito grande entre os públicos. Como uma pessoa não-binária, pansexual e demissexual, eu mesma tenho uma vivência bem diversa e plural e, por isso, entendo ainda mais a necessidade de dar espaço para essas pessoas falarem e expressarem a sua arte, mostrando a diversidade dentro do universo LGBTI+”, conta Be, que chega com o propósito de trazer um novo olhar para a pasta de cultura.

Formada pela Universidade de São Paulo (USP) em Audiovisual, Be trabalha com produção e direção de filmes, eventos e espetáculos, tendo participado, com assistente de produção no documentário indicado ao Oscar “Democracia em Vertigem”. Na cultura LGBTI+, Be fundou a produtora audiovisual dedicada ao viés feminista e LGBTI+ com o objetivo de dar uma maior visibilidade a esse público e às causas, como o seu primeiro longa-metragem “Todo Mundo Quer Saber Com Quem Você Deita”, feito em parceria com a produtora Carmela Conteúdos, que acompanha a vida de 6 personagens distintos em SP, abordando temáticas essenciais, como gênero, identidade, sexualidade, feminismo e drag queen/king/queer.”

“Atualmente, faço também parte da equipe de produção do Encuentro Latinoamericano de Circo LGBTIA+, cuja primeira edição, em 2019, aconteceu em Montevidéu. Então, por ter uma vivência enorme no meio e entender que a cultura LGBTI+ precisa mudar e ampliar a visão, abraçando de fato todas as letras que compõem a sigla, acredito que assumir esse cargo na Câmara LGBT vai ser fundamental para começarmos um processo de mudança”, comenta. 

    Para Ricardo Gomes, Presidente da Câmara, a chegada de Be representa “o momento em que o corpo diretivo da Câmara LGBT, busca trazer pessoas que representem vários públicos dentro do Universo LGBTI+ e que possam contribuir com novos olhares, nos possibilitando ser mais inclusivos e plurais. Outro detalhe importante é a mistura de gerações que temos buscado ter dentro da diretoria fazendo que pessoas nascidas nos anos 60, 70, 80, 90 convivam harmoniosamente pensando e decidindo juntos e com olhares cada dia mais multifacetados, os rumos da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil”.

 

Sobre Be Zilberman

Formou-se em Audiovisual pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Trabalha com produção e direção de filmes, espetáculos e eventos. Fundou a Purpurina Filmes, produtora audiovisual com viés feminista e LGBTQIA+, com a proposta de dar espaço e visibilidade para mulheres e pessoas LGBTQIA+ na parte técnica e criativa dos filmes, além do conteúdo. Em parceria com a produtora Carmela Conteúdos, está finalizando seu primeiro longa-metragem, o documentário “Todo mundo quer saber com quem você se deita”, que acompanha a vida de seis pessoas “queer” na cidade de São Paulo.

Na área de cinema, trabalhou como assistente de produção do documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Trabalhou na O2 Filmes em 2016 como assistente de montagem do filme “O Sentido da Vida”, documentário dirigido por Miguel Gonçalves Mendes. Também foi assistente de montagem do documentário “Araguaia”, dirigido por Hermes Leal. 

Integrou a equipe do curta-metragem “Herói”, de João Pedone e Pedro Figueiredo, vencedor do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado de 2015, como assistente de direção. Produziu o curta-metragem “Variações sobre demônios mudos”, de Heitor Isoda, vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem da Mostra Nacional Universitária do Festival Sercine 2017. 

Recentemente, produziu e atuou no espetáculo “Vale a Pena Ver de Drag”, contemplado pelo ProAC LGBT. O espetáculo entrou em cartaz em diversos teatros e centros culturais ao longo do primeiro semestre de 2019.

Atuou na produção executiva e também como performer no projeto “Transviadas Libertárias”, dirigido por Marina Mathey, contemplado pelo Programa VAI 2017. O projeto consistiu na apresentação de performances urbanas nas cinco zonas da cidade de São Paulo e posterior realização de um curta-metragem, “Degeneradxs”, a partir dos registros destas performances.

Em 2020, foi uma das pessoas a fundar o “LGBTecs”, núcleo LGBTQIA+ do Tecs, grupo de computação social da Universidade de São Paulo, com o objetivo de democratizar o ensino da computação, oferecendo cursos gratuitos de introdução à programação para a população trans.

Começou a fazer drag queen em 2016, com o nome de Lyra D. Lírio. Desde então, performou como drag em eventos como Missa Negra LGBT, Festa Priscilla, Circo do Instituto de Artes da UNESP e Cabaré da Cecília, além de ter  participado de competições internacionais, como “Polish the Queen” e “Drag Wars”, tendo vencido o Concurso Best Drag da Festa Katwalk em dezembro de 2019.

Atualmente, é integrante do “Writer’s Room 51”, núcleo de criação e desenvolvimento de projetos audiovisuais. Também faz parte da equipe de produção do Encuentro Latinoamericano de Circo LGBTIA+, que teve sua primeira edição em 2019, em Montevidéu. 

 

Matéria escrita por
Amanda Santiago
Jornalista do Comitê de Comunicação da Câmara LGBT do Brasil

 

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