Um ano que a transexualidade deixou de ser considerada doença pela OMS

A data de hoje, 20 de maio, representa uma importante conquista  em nossa sociedade. Há exatamente um ano a transexualidade deixou de ser considerada como transtorno mental pela OMS – Organização Mundial da Saúde.

O dia representa um marco de conscientização. Desde então, a transexualidade passou a fazer parte da categoria de “condições relacionadas à saúde sexual”, classificada como “incongruência de gênero”, visto que o transgênero é o indivíduo que não se identifica, em todos os aspectos, com o gênero atribuído ao nascer.

Diretora de Empregabilidade, Qualidade e Certificação da Câmara LGBT, Fê Maidel acredita que a data não é uma comemoração, mas sim uma conscientização. A psicóloga, que é a primeira mulher trans do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo, deixa claro a importância da OMS em afirmar que transexualidade não é doença.

“É muito importante que tenha essa conscientização, pois a medicina e a ciência não podem dizer que há algo de errado ou doente. Até porque não há como medicar uma condição humana nesse sentido”, afirma Fê Maidel.

Apesar da realidade atual ser ainda complicada, nossa diretora acredita em um futuro melhor: “Nós sofremos preconceito desde sempre, sendo tratados como diferentes, doentes quando, na verdade, ser transgênero é uma expressão da nossa identidade e da nossa maneira de ser no mundo. Espero que, no futuro, possamos prosperar e sermos felizes como somos, preservando sempre a nossa identidade”.

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