Turismo nacional cresce e gera emprego para cerca de 7 milhões de trabalhadores

Estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês) evidencia benefícios do setor para a economia e a geração de empregos no Brasil. Segundo a pesquisa, elaborada pela consultoria britânica Oxford Economics, a contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,1% em 2018, totalizando US$ 152,5 bilhões (8,1%). Na medição anterior, de 2017, o turismo respondia por 7,9% das riquezas nacionais, apesar da injeção superior de divisas (US$ 163 bilhões).
Em relação ao volume de postos de trabalho, o mercado ocupou 6,9 milhões de pessoas, o equivalente a 7,5% do número global de vagas no país. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, comemora os resultados e defende medidas para reforçar o potencial do setor e impulsionar a retomada do crescimento do país. “Ações como a facilitação de vistos, a melhoria da conectividade aérea, a modernização da Embratur e a criação de áreas especiais de interesse turístico têm forte impacto na atração de visitantes e vão elevar o aproveitamento da nossa oferta”, aposta.
No total, o impacto do turismo gerou uma participação de US$ 8,8 trilhões ao PIB mundial (10,4%), uma alta de 3,9%, superior à expansão da economia global (3,2%). O setor foi responsável por 319 milhões de empregos, tornando-se protagonista da abertura de 1 em cada 10 postos de trabalho. O crescimento do mercado de viagens ficou à frente de ramos como o de cuidados com a saúde (3,1%) e tecnologias da informação (1,7%), perdendo apenas para o de manufaturas (4%).
A presidente do WTTC, Gloria Guevara, avalia que os dados comprovam o papel transformador do turismo. “Pelo oitavo ano consecutivo, nosso setor superou a expansão da economia global, e registramos o segundo maior crescimento de qualquer setor do mundo. As cifras mostram o poder da nossa indústria como ferramenta para que os governos gerem prosperidade”, enfatiza.
O estudo do WTTC, principal consultoria independente de turismo no mundo, analisa 185 países de 25 regiões geográficas ou econômicas. A entidade, que reúne mais de 170 CEOs e presidentes das principais empresas de viagens e turismo do planeta, elabora avaliações sobre o desempenho do segmento. Os relatórios buscam aumentar a conscientização quanto à importância econômica e social do turismo, contribuindo para a tomada de decisões por gestores públicos e privados do ramo.

Turismo LGBTI+
O segmento LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Queers e Intersexuais) representa cerca de 10% dos viajantes no mundo e movimenta 15% do faturamento do setor, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). Interessados nessa fatia do mercado, muitos destinos têm se capacitado para atender melhor esse público. Na ITB 2018, feira líder mundial no setor de turismo, que ocorreu ano passado em Berlim, a área destinada a promover o turismo LGBTQI bateu o recorde de participação, com 20 representações, em uma ala especial com direito a tapete pink e espaço para debates. Entre os países presentes, estavam Tailândia, EUA, Japão, Colômbia e Argentina, com o maior estande.
O Ministério do Turismo brasileiro (MTur) não tem dados sobre a fatia de turistas LGBTQI no país, mas, em parceria com a Câmara de Comércio e Turismo LGBT e a Embratur, estuda medidas para fortalecer a promoção e comercialização do Brasil no mercado nacional e internacional como destino gay friendly.
De acordo com dados da Associação Gay e Lésbica de Viagem (IGLTA, na sigla em inglês), somente nos Estados Unidos, em 2014, o mercado movimentou US$ 100 bilhões. Na IGLTA, o Brasil é o segundo país com mais membros, atrás apenas dos americanos.
Segundo o Ministério do Turismo, os principais destinos gay friendly no país, onde já houve capacitações e eventos direcionados ao público, são Rio de Janeiro, São Paulo, Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Bonito (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre, Fernando de Noronha (PE), Belo Horizonte (MG) e cidades históricas mineiras.

Com informações do Ministério do Turismo

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