Brasil está entre os países mais seguros para o turista LGBT e configura na 2ª posição na América Latina

O site Asher & Lyric divulgou, o ranking anual que retrata o “Índice de segurança em viagens LGBTQ +”. Neste ano, o Brasil ocupa o 14° lugar representando um salto, se comparado com o ano passado, onde conquistou a 28ª posição. De acordo com o levantamento, que analisa 150 países, o Brasil é o segundo país mais seguro da América Latina para o turista LGBT.

Neste ano os primeiros colocados foram Canadá (1° – 384 pontos), Holanda (2° – 377 pontos), Suécia (3° – 377 pontos), Malta (4° – 369 pontos) e Portugal (5° – 359 pontos). Em relação à América Latina, o Brasil (14º – 307 pontos) ficou apenas atrás do Uruguai (9º – 341 pontos). O levantamento é feito levando em consideração os direitos LGBT em cada país e a pontuação máxima é de 400 pontos.

Quando consideramos as Américas,  o Brasil fica com a terceira colocação desbancando os Estados Unidos (20º colocado), ficando atrás do Canadá que é o primeiro do ranking e o Uruguai que são países com tradição em aprovação de leis que protegem e garantem direitos da população LGBTI+.

“Esta conquista é um grande passo para o Brasil. Nós sabemos que ainda há uma longa estrada para percorrer, mas atingir essa posição entre os 150 países é uma excelente forma de incentivar e estimular o turismo no nosso país. Afinal, precisamos ter em mente que as últimas pesquisas do trade apontaram que o viajante LGBT será um dos primeiros a voltarem a viajar. Além disso, uma pesquisa que valida o Brasil como o que tem mais leis aprovadas ou com decisões de suprema corte em favor dos direitos LGBTs na América Latina certamente impacta a geração de emprego e renda. Ou seja, é uma engrenagem!”, comenta Ricardo Gomes – Presidente da Câmara LGBT.

A pesquisa feita pelo Asher & Lyric avalia, ao todo, 9 categorias e são elas: Legalização do Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo; Leis de Proteção no Trabalho; Leis de Proteção contra Discriminação; Criminalização da Violência; Reconhecimento da Adoção; Leis que garantam os direitos de transgênero sem a realização de cirurgia; Ilegalidade na relação de pessoas do mesmo sexo; e se há leis contra a discussão de direitos LGBT.

O levantamento ainda aponta que desses 150 países analisados, que são os mais visitados pelos turistas, 51 deles ainda possuem entraves ao público LGBT, ou seja, esses países, de certa forma, ainda penalizam, por exemplo, a relação entre pessoas do mesmo sexo.

Ainda assim, apesar de não expressar em sua totalidade como o turista LGBT é de fato tratado nos locais, o ranking é um importante direcionamento para que o viajante desse público leve em consideração na hora de planejar a sua viagem, além de representar um importante progresso para o Brasil, em termos de receptividade do turista LGBT.

A pesquisa completa por de acessada através do link: https://www.asherfergusson.com/lgbtq-travel-safety/ .

 

 

  Matéria escrita por Amanda Santiago
                                             Diretora de Comunicação da Câmara LGBT

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